A relação com meu corpo começou a mudar ainda na gestação. Eu amei muito meu corpo de grávida. Vesti tudo o que quis, me livrei de um monte de paranóia, me senti linda. 
Este da foto é meu corpo de depois da gravidez. Sem nenhum filtro ou correção. 
O biquini antigo já não veste o peito todo. Aliás, um dos peitos. Um tá giga e outro chiquito. Pela primeira vez na vida sinto que meu corpo não tem que agradar a terceiros. Meu corpo não é exposição. 
Meu corpo é alimento, é abrigo, é a mais pura forma de dar amor. A última coisa que eu permito hoje é que venha um homem/mulher dizer como meu corpo tem que ser. O movimento body positive e a maneira como a geração Z trata o corpo são totalmente responsáveis por eu publicar uma foto como essa na internet sem nenhuma vergonha de ser quem sou. E a partir de agora, levantarei essa bandeira também: Um corpo é só um corpo. Ele não tem que agradar o senso estético de ninguém. Toda nossa nóia com o corpo perfeito tá muito ligada há séculos de objetificação da mulher e a gente vai se afundando nesse pantano sem nem saber que está nele. Quando você se torna mãe, a corda que te puxa pra saída fica mais visível já que todo seu físico (and mental) está focado em cuidar, alimentar e proteger a cria. Meu corpo todo dói, meu corpo nunca foi tão meu. Essa aí sou eu, plena. Nunca estive tão em paz com quem abriga minha alma.
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A #paposmaternos é uma hashtag criada por mim e por outras duas mães @camimarder e @marimarivilela. Dá uma olhada no insta das meninas pra ver a experiência delas em relação ao corpo. Você também pode participar escrevendo sua vivência e usando a #.
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